09 maio 2007

Teatro com “is” a mais


Quem não vai ao teatro porque é muito caro só tem de agarrar no filho, sobrinho, afilhado ou vizinho e usufruir da excelente iniciativa da Câmara Municipal de Oeiras (e não só, provavelmente...), que oferece a oportunidade de assistir, sem qualquer custo, a espectáculos diversos de animação infantil ao longo de três meses: de Abril a Maio de 2007. A única condição é que cada adulto se faça acompanhar de uma criança.

Sei que já vem tarde este aviso, mas fiquem atentos, pois é muito provável que haja outras iniciativas do género, em ocasiões futuras. E hoje em dia, com a divulgação que a Internet permite, não há desculpa para não estarmos informados.

Este domingo, assisti a uma divertida peça encenada pelo Teatro Camarim, chamada “Zé Pateta, Zé Poeta”. História simples, mas contada com tanta naturalidade, tanta arte, que todos tivemos pena quando chegou ao fim. E nada melhor para nos arrancar umas boas gargalhadas, precisamente no dia mundial do riso!

Contudo, para mim, houve um momento em que me arrepiei, perante o mau uso do português: à semelhança do que já aconteceu numa certa novela cuja acção se passava num século distante, as personagens dirigiam-se umas às outras usando a segunda pessoa do plural, sem saberem conjugar convenientemente os verbos no Pretérito Perfeito. E assim, em vez de vós fizestes e vós visitastes, iam dizendo vós fizésteis e visitásteis, com toda a propriedade.

É pena... e, afinal, estão a complicar algo que até é simples! Mas é natural, se pensarmos bem. Porque há muita gente que usa “fizestes” e “visitastes” com a segunda pessoa do singular (tu), daí, talvez, a vontade inconsciente de criar uma flexão distinta. Por outro lado, a terminação em “is” é uma marca típica da pessoa vós, em tempos como o Presente ou o Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo (vós estais, vós estivéreis). Junte-se a isto o facto de já se usar muito pouco esta pessoa dos verbos e temos confusão garantida!

2 comentários :

Joana (2º ano) disse...

Se fosse eu a ir ver esse teatro achava normalissímo esses tempos verbais, porque nunca os soube conjugar :p Bj

luis castilho martins disse...

Vós complicastes este POST....não tenho argumentos ehheehehe. bjs