22 outubro 2008

O mal-aventurado verbo PRECAVER


O verbo precaver, que deriva do latim (praecavere), não está conjugado da mesma forma – PASMEMOS! - nos diversos dicionários de verbos portugueses. Não sendo dependente do verbo ver, do verbo haver, nem do verbo vir, a sua flexão suscita dúvidas e há controvérsia entre os linguistas.

Uns consideram que precaver é um verbo defectivo, só se conjugando nas formas em que a sílaba tónica está depois da raiz (tendo apenas duas flexões no Presente do Indicativo: precavemos e precaveis) e nenhuma no Presente do Conjuntivo. Outros, porém, defendem que precaver se pode conjugar em todos os tempos e pessoas, pelo que o Dicionário dos Verbos Portugueses da Porto Editora, assim como o Priberam (Texto Editores) apresentam formas como (eu) “precavo”, (tu) precaves, (que ele) “precava”.

Pessoalmente, não me agrada nada esta falta de coerência entre os dicionários, assim como não me convencem as formas “precavo”, “precava”, etc., que, apesar de estarem atestadas, não se usam.

Aconselharia, portanto, a substituição de precaver pelo verbo prevenir, sempre que o tempo/modo ou pessoa/número dão lugar à controvérsia.

1 comentário :

Jorge da Luz disse...

Afinal não estava completamente errado !!!
Bom trabalho !!!