10 setembro 2009

Ponto, vírgula e acento

Mais uma vez, a foto não serve para criticar gratuitamente os outros, mas apenas de pretexto para esclarecer quem queira ser esclarecido sobre aspectos relacionados com o uso da língua - neste caso, com a acentuação e a pontuação.
Aqui, houve a preocupação de colocar um vírgula... mas erradamente, pois interpõe-se entre o predicado («agradecemos») e o complemento directo («que avance»...). No entanto, foi esquecido o ponto (ou vírgula) a separar a oração principal (que termina em «abastecer») da interjeição de agradecimento («obrigado»), bem como o ponto final após essa interjeição.
Ora, isto acontece frequentemente: textos que pecam pelo uso acrítico e incoerente da pontuação. E o que é que isso importa? - Perguntarão alguns. Nada, talvez, para muita gente. Mas se queremos exprimir-nos com correcção e rigor, a pontuação não deve ser descurada.
Por outro lado, há aqui mais um esquecimento: o nome «veículo» leva acento agudo, por ser palavra esdrúxula (a tónica recai na antepenúltima sílaba: VE-Í-CU-LO), e assim se distingue da forma verbal (eu) veiculo, que é grave (isto é, acentuada na penúltima sílaba: VE-I-CU-LO). Trata-se, também, de uma falha frequente nos textos escritos: acentos a menos... por vezes (embora não seja aqui o caso) alternados com acentos a mais!

1 comentário:

debora disse...

"A implantação do português foi se firmando, no Brasil devido à diminuição da população indígena e a grande quantidade de portugueses que migraram para o Brasil, devido à descoberta de ouro e também a vinda da família real. Com isso a língua geral foi declinando e perdendo espaço, primeiramente, para as mesclas lingüísticas e posteriormente para o português. Essas mesclas lingüísticas aconteceram devido às influências sócios culturais que envolvia senhores de terra e escravos. Essa relação favoreceu o uso da língua geral com base africana, influenciada pelos falares crioulos da África e pela prática da escravidão na vida urbana das regiões mais prósperas. Essas características favoreceram o surgimento de diferenças entre o português urbano e o rural, ainda hoje, existente no Brasil."