18 junho 2008

O Gustave e a Torre... cada um com seu apelido!




Acabo de ouvir alguém dar uma informação com uma incongruência fonética curiosa: «a escola Gustave [Êi]ffel» (com tónica num suposto ditongo inicial) «fica ali ao fundo, onde está o desenho da Torre Eiff[é]l» (com tónica no e final, desta vez aberto).

Fiquei mentalmente boquiaberta! Então tem alguma lógica pronunciar o mesmo nome de duas maneiras diferentes na mesma frase?! É que, na verdade, já me dei conta de que há mais gente que prefere pronunciar o nome da escola profissional como Gustave "Êiffel", mas depois nunca hesita em referir-se à torre de Paris como a Torre "Eiffél"?

Será que quem pronuncia a palavra de duas maneiras diferentes pensa tratar-se de dois nomes distintos? Será que é o nome próprio, Gustave, que origina o estranho fenómeno de a palavra aguda Eiffel (à portuguesa e à francesa também) passar a grave? Será para ter uma sonoridade mais sofisticada e erudita que o nome da escola é assim pronunciado? Será por mero acaso e o melhor é não pensar mais nisso?

Para esta não consigo mesmo encontrar uma resposta satisfatória!

4 comentários :

Jorge da Luz disse...

Não pensemos mais nisso... hehehehehe

Anónimo disse...

Há coisas fantásticas, não há? :)

Emboscada disse...

As duas - a S. Leite e a S. Duarte - com tanta preocupação com a Língua ainda acabam por ser apelidadas «As SS da Língua Portuguesa», o que em termos publicitários deixa muito a desejar. Por outro lado, pode ocorrer que, se forem à televisão, com jeito, venham a ser membros do PS, a assumir a presidência de uma câmara municipal e a acabarem como «Estrelinhas»!
Era bom, não era?

Ana Margarida disse...

Faça comentários mais inteligentes e mais construtivos, ou seja, não os faça sequer. Vindo de si, não deve sair coisa boa.
Está assim tão "raivosa" porquê?
Não teve capacidade para fazer as cadeiras de Língua Portuguesa no ISEC ?