Guarda-chuvas, guarda-redes e guardas-mores... porquê?
Ingredientes: muitos erros, bastantes dúvidas e uma mão-cheia de reflexões. Juntam-se esclarecimentos, correcções e sugestões em quantidade generosa. Tudo polvilhado com bom humor. Porque queremos partilhar a nossa maneira de saborear a língua!
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S. Leite
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12:19
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Decididamente, a língua muda mais depressa do que nós imaginamos. Agora "rular" significa o mesmo que o verbo inglês to rule, na acepção em que é usado em linguagem familiar, ou seja, no sentido em que se aplica a algo popular, que se impõe sobre o resto, que comanda o gosto e a moda.
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S. Leite
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13:41
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Palavras-chave: estrangeirismos , ortografia , tradução , verbos
A minha filha estava a resolver uma ficha de exercícios de língua portuguesa, do 2.º ano do 1.º ciclo do ensino básico. A certa altura, pedia-se-lhe que conjugasse o verbo comer nos tempos certos:
A cabra amanhã _________ muita erva.
Ela ia transcrever, simplesmente, o verbo comer, tal e qual, no infinitivo. Mas depois percebeu que a frase não faria sentido. Eu chamei a sua atenção para o facto de ter de conjugar o verbo no tempo futuro. E ela, baralhada: «comera? Mas "amanhã a cabra comera" não faz sentido!» Eu corrigi: «comerá. O futuro é comerá.»
Resposta dela: «Mas eu não falo chinês! Nem como os reis falam...»
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S. Leite
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17:55
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Palavras-chave: divagações , verbos
Qual das seguintes frases está correcta?
a) Os homens da tribos são, ainda hoje, circuncisados.
b) Os homens da tribo são, ainda hoje, circuncidados.
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S. Leite
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17:51
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Palavras-chave: ortografia , palavras , verbos
Afinal, o verbo despoletar é ou não sinónimo de desencadear?
Há duas respostas possíveis a esta pergunta. E contraditórias, por sinal.
A resposta negativa é defendida pela tradição gramatical, que atribui ao verbo despoletar um único significado – o de ação contrária de espoletar: «tirar a espoleta a, travando ou impedindo o disparo de». A partir deste significado literal, o verbo despoletar terá incorporado um sentido figurado: «anular, travar o desencadeamento de alguma coisa».
Mas o verbo contrário ao verbo espoletar não deveria ser desespoletar?
Sim. Terá sido através um processo fonológico, designado síncope, que a forma primitiva desespoletar terá evoluído para despoletar, tendo ocorrido posteriormente a crase dos dois E. O mesmo fenómeno fonético que terá dado origem ao verbo destabilizar, oriundo de desestabilizar.
Por conseguinte, para a tradição normativa, o uso do verbo despoletar como sinónimo de desencadear é uma corruptela, tratando-se de um caso de hipercorreção, tal como aconteceu com o verbo destrocar e tantos outros.
A resposta afirmativa é corroborada por uma corrente linguística contemporânea que considera o prefixo de, não um prefixo com valor de ação contrária, mas, sim, com um valor de reforço, de intensidade, patente em formas como desinquieto, defumar, entre outros. É denominado de prefixo protético.
Assim, atribuindo o valor de reforço ao prefixo de, esta corrente explica o uso generalizado de despoletar como sinónimo de desencadear, deflagrar. E é este uso generalizado o responsável pela inclusão desse significado em alguns dicionários de referência da atualidade.
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S. Duarte
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18:41
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Palavras-chave: léxico
A frase "Alguns apontam a crise económica como um dos fatores que despoletou os motins", publicada pela agência de notícias LUSA, contém:
(a) zero erros
(b) um erro
(c) dois erros
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S. Duarte
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03:08
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Palavras-chave: desafio
Será a frase do título possível (correcta, do ponto de vista sintáctico-semântico) em português?
Por estranho que pareça, a resposta é sim.
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S. Leite
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13:01
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Para quem precise de esclarecimentos neste âmbito, aqui fica a ligação para uma videoconferência sobre o AO.
Acordo Ortográfico
Aproveito para manifestar publicamente a minha indignação perante o uso, em português, por parte da DGIDC e do Ministério da Educação, do termo webinar. Quando muito, e já com algum servilismo ao inglês, deveriam dizer e escrever "webinário" (de web + seminário)...
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S. Leite
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17:38
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Palavras-chave: Acordo Ortográfico
Fernando dos Santos Neves assina um texto intitulado "Onze teses contra os inimigos do Acordo Ortográfico (II)", do qual cito este parágrafo:
«E já agora, e como a subjacente acusação dos antiacordistas é a de que o Acordo Ortográfico constitui um verdadeiro ato de traição a Portugal (o que não deixa de fazer lembrar velhas acusações e despertar velhos fantasmas...), bastaria um mínimo de lucidez para entender que é, precisamente, o Acordo Ortográfico que permitirá a continuação da existência da língua portuguesa no Brasil, etc., a qual, sem ele, inevitavelmente se tornará, a breve trecho, a "língua brasileira”, como de algum modo principiaria a ser o caso. Sem nenhuma tragédia, aliás, para a Humanidade, mas, suponho, com algum legítimo sofrimento para todos os portugueses.
»
Será preciso entender que quem é contra o Acordo (porque não vê nele nem a necessidade nem a capacidade para alcançar o objectivo que se propõe) defende, necessariamente, o "orgulhosamente sós" de eco salazarista?
É que a língua é expressão cultural e, por mais que nos chamemos irmãos, portugueses e brasileiros têm vivências culturais diferentes que se espelham na forma particular de cada povo utilizar a sua versão da língua. E cada versão segue o seu percurso, à medida que a História desenha com maior nitidez as suas idiossincrasias. Não é apenas (mas é também, e não fica resolvida com o AO) uma questão de ortografia! É uma questão de léxico, de sintaxe e afectará também a morfologia.
Não se pode impor politicamente a um povo toda uma forma de falar. E como cada vez mais (infelizmente, acho eu) a fala comanda a escrita, as diferenças aumentarão. Resta saber se nós, ao contrário dos povos que têm o inglês como língua materna, continuaremos a bater com a cabeça na parede pela teimosia de chegar a uma mítica grafia única.
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S. Leite
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10:35
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Palavras-chave: Acordo Ortográfico
Despensa não despe nem pensa,
é cubículo ou divisão
onde pomos alimentos
para os termos sempre à mão;
Já dispensa é acto ou efeito
de quem deixa ir, ou não quer:
por exemplo, "se o caldo é fino
ele dispensa a colher."
As coisas complicam-se um pouco
quando pensamos de mais:
pois se a despensa da cozinha
era dispensa em latim
como é que mudou a letrinha
que a torna única assim?
E se a vizinha me dispensa
(porque pode dispensar)
e vai buscar à despensa
um pacote de sal,
porque não hei-de pensar
que é tudo o mesmo afinal?!
Na verdade, os portugueses
com o seu jeito de falar
até podiam escrever "dspensa",
pondo o "simplex" a funcionar...
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S. Leite
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23:31
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Palavras-chave: ortografia , parónimos

É um erro frequente em que caem os mais bem intencionados ;)
A "beneficiência" talvez possa ser a "ciência do benefício", mas a prática da caridade é a BENEFICÊNCIA (sem i antes depois do c), do latim beneficentia.
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S. Leite
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13:51
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Palavras-chave: ortografia
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S. Leite
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08:54
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Palavras-chave: Acordo Ortográfico , ortografia
Dextru- significa «direito» em latim. Mas... como se escreve afinal esta palavra em português?
Devemos escrever destro, quando o adjectivo significa "que fica do lado direito" e também quando o sentido é "ágil, com boa coordenação motora; hábil".
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S. Leite
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09:49
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Palavras-chave: dicionários , ortografia
Qual a forma correcta?
À priori ou a priori?
Aselha ou azelha?
Corropio ou corrupio?
Constróem ou constroem?
Fôr ou for?
Indeminização ou indemnização?
Paralelepípedo ou paralelipípedo?
Quadruplicar ou quadriplicar?
Pejorativo ou perjorativo?
Reinvindicar ou reivindicar?
(Nota: nada disto tem que ver com o Acordo Ortográfico...)
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S. Leite
às
22:55
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Palavras-chave: desafio , ortografia
Eis uma síntese dos argumentos contra e a favor do acordo, para reavivar a polémica e ver se aparecem mais comentários neste blogue...
CONTRA O A.O.
1. O Acordo falha redondamente o objectivo de criar uma norma única, porque a ortografia da língua portuguesa continua a ser diferente entre Portugal e o Brasil (vejam-se facto/fato, planejar/planear, registo/registro, perspectiva/perspetiva, recepção/receção, Amazónia/Amazônia, etc...).
2. O A.O. traz custos elevados e desnecessários a inúmeras instituições públicas e privadas, desperdiçando o dinheiro dos contribuintes em tempo de crise.
3. O inglês, o árabe, o francês e o espanhol, que são das línguas mais faladas do mundo, nunca precisaram de acordos ortográficos para garantirem a sua importância mundial e cada uma tem mais de 10 variantes! Então para que precisamos nós dessa falsa e inútil unificação?
4. Portugal é um Estado independente e a língua portuguesa é indissociável da nossa identidade como portugueses. Ceder a vontades estrangeiras é sacrificar a nossa língua aos interesses dos outros.
5. Se continuarmos a seguir o critério fonético, por oposição ao etimológico, iremos descaracterizar por completo a nossa língua. Pouco faltará para escrevermos “oje”, “naxer” e “keres”...
6. Além de desnecessária e antieconómica, a mudança vai gerar insegurança: muitos adultos vão sentir que têm de voltar à escola para aprenderem de novo a escrever...
A FAVOR DO A.O.
1. Não se trata de uma mudança dramática na ortografia, como certos opositores pretendem, mas da alteração gráfica de apenas 1,6% das palavras usadas na variante PE e de 0,5% na variante brasileira.
2. Uma única ortografia facilita a aprendizagem no ensino do português numa perspectiva internacional.
3. O A.O. permite que um único documento, numa grafia única, represente todos os países da CPLP internacionalmente.
4. A criação de uma norma única põe fim à situação (exclusiva do português, entre as línguas europeias) de haver duas normas ortográficas oficiais.
5. O A.O. tem contribuído amplamente para a criação e o aperfeiçoamento de uma série de recursos fundamentais da língua portuguesa que até agora eram inexistentes.
6. Os estudantes portugueses têm hoje, como se sabe, sérias dificuldades na escrita, que comprometem o seu sucesso escolar. A aplicação do A.O. poderá contribuir para reduzir o número de erros ortográficos que cometem.
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S. Leite
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13:46
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Palavras-chave: Acordo Ortográfico , ortografia
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S. Leite
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10:28
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Palavras-chave: estrangeirismos , masculino ou feminino? , ortografia
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S. Leite
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10:08
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Palavras-chave: divagações , ortografia , sintaxe
Alguns dicionários de referência admitem ambos os plurais: social-democratas ou sociais-democratas.
Eis os argumentos linguísticos a favor de uma e de outra forma:
1. Social-democratas
A palavra social-democrata é composta pela forma reduzida do adjetivo socialista, pelo que só o segundo elemento, que é autónomo, vai para o plural: social-democratas. À semelhança de «luso-brasileiros», «greco-romanos», «recém-nascidos», entre outros.
Portanto, «social» é abreviatura de «socialista», logo, não vai para o plural.
2. Sociais-democratas
A palavra social-democrata é composta pelo adjetivo pleno social (relativo à sociedade), pelo que deve ser flexionado no plural juntamente com o segundo elemento, também autónomo: sociais-democratas.
Portanto, «social» é palavra autónoma, logo, vai para o plural.
Qual é a vossa opinião?
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S. Duarte
às
10:26
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Palavras-chave: flexão
Evacuam-se edifícios ou evacuam-se pessoas?
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S. Duarte
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19:09
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Palavras-chave: desafio
Qual a frase correcta?
a) Sabiam que o papel serve para fazer um cem-número de coisas?
b) Sabiam que o papel serve para fazer um sem-número de coisas?
(Se acharem ridiculamente fácil, desculpem... é que há dias vi esta expressão mal escrita!)
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S. Leite
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13:21
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Palavras-chave: expressões , homófonos
É uma dor de cabeça. Ou um quebra-cabeças.
Matéria que detesto ensinar, porque invariavelmente acabo a confundir os alunos, em vez de os esclarecer.
E como é que poderia ser de outra maneira, se as gramáticas, os dicionários e as bases de dados morfológicas se contradizem? Por mais que eu tente sistematizar, a pesquisa no sentido de legitimar as minhas explicações leva inevitavelmente à sua questionação.
Com base na minha investigação pessoal, tentei estabelecer regras coerentes deste tipo:
a) O adjectivo é um composto morfossintáctico - ambos os termos se flexionam. Exemplos: alunos trabalhadores-estudantes; crianças surdas-mudas
b) O adjectivo é um composto morfológico - apenas se flexiona o primeiro termo. Exemplos: indivíduos luso-brasileiros, razões histórico-sociais
c) O adjectivo designa uma cor e a segunda palavra é um nome ou adjectivo - nenhum dos termos se flexiona. Exemplos: camisolas verde-garrafa, cartolinas vermelho-vivo
d) O adjectivo designa uma cor e a segunda palavra é claro ou escuro - só se flexiona o segundo termo. Exemplos: calças castanho-claras, vestidos azul-escuros
Esta "arrumação", contudo, tem um problema: apesar de se basear nas recomendações que encontrei em fontes diversas, o consenso entre elas, na globalidade, não existe. Assim, quem tenha tempo e paciência pode sempre dedicar-se a procurar provas de que, na realidade, vale tudo, pelo menos no que respeita às últimas alíneas, c) e d). E aqui fica a irritante prova:
O plural de azul-marinho é azul-marinhos
O plural de azul-marinho é azul-marinho
O plural de azul-marinho é azuis-marinhos
Cada um que decida, portanto, o que prefere usar. Procedimento assaz democrático, sem dúvida, mas muito nefasto, em termos pedagógicos...
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S. Leite
às
18:00
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Palavras-chave: plural
Haverá forma mais bonita de sentir a língua portuguesa nas vozes brasileiras?
«O Brasil fez o idioma despir-se, assumir trejeitos de dançarina. Bebo esse sabor como se a palavra nascesse em mim pela primeira vez. Eis a minha língua rematerna.»
Por
S. Leite
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11:09
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Palavras-chave: divagações , pronúncia , sons , variantes
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S. Leite
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12:42
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Palavras-chave: concordância , construção frásica , sintaxe
Alguém sabe qual é? (Não vale dizer arroz, por começar em A e acabar em Z!)
Tem 46 letras e encontra-se atestada no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa...
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S. Leite
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19:53
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Palavras-chave: ortografia , palavras
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S. Leite
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12:55
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Palavras-chave: construção frásica , sintaxe , verbos
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S. Leite
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17:39
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Palavras-chave: construção frásica , sintaxe , verbos
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S. Leite
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09:55
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Quando lemos as primeiras produções de escrita espontânea de uma criança de 5 ou 6 anos, confirmamos (ou descobrimos) que as palavras não são, ao contrário do que os adultos letrados tendem a pensar, unidades com fronteiras bem definidas.
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S. Leite
às
18:25
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Palavras-chave: ortografia
à distância ou a distância?
O que vos parece?
Por
S. Duarte
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09:33
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Palavras-chave: sintaxe