MOS com e sem hífen

Quem é que não sabe que isto é o Presente do Indicativo do verbo agradecer?
Então por que razão há tanta gente a colocar o hífen (indevidamente) entre o radical e a terminação do verbo, na primeira pessoa do plural?
Assim, vejamos estas frases:
Enfermeira - Levo-lhe jornais e revistas ao quarto e ele agradece-mos sempre.
A pessoa em causa (ele) agradece os jornais e revistas à enfermeira que fala, daí a contracção me (a mim) + os (jornais e revistas)
Doente - Nós agradecemos sempre às enfermeiras pelas suas atenções.
O doente fala por si e pelos outros doentes, usando a primeira pessoa do plural, que termina em "mos", sem hífen)
Doente - A enfermeira trouxe-me os jornais quando eu não estava no quarto. Se a vires, agradece-mos, por favor.
Neste exemplo (um pouco menos provável), o doente que fala pede a outro que faça algo por ele, por isso também usa "me" (como quem diz "por mim"), agregado ao pronome que representa o objecto directo (os , que substitui jornais). O verbo, aqui, está no modo Imperativo e refere-se à pessoa "tu".
Portanto, quando a pessoa que desempenha a acção expressa pelo verbo "somos" nós, não há hífen antes de mos. Quando se trata de outra pessoa e mos representa complementos do verbo, escreve-se com hífen.
E existe ainda outra forma de sabermos se a forma verbal em causa leva hífen ou não: quando não leva, a sílaba tónica fica mesmo junto à terminação: agradecemos; quando leva, a sílaba tónica "desloca-se" para trás: agradece-mos.
Foi muito confuso?!






