15 fevereiro 2007

Adolescentes vs regras de ortografia...?

Ser adolescente é ser rebelde? Muitas vezes.

A rebeldia também passa pelo uso da língua? Sem dúvida.

E que dizer desta nova forma de os adolescentes escreverem (mensagens de telemóvel, de correio electrónico, etc...), que deixa os adultos “certinhos” desesperados, sobretudo quando são professores de Português? (Pexoalé axim, axo k kada vexé maix komplikado perxeber-vos, mas tasse...!)

É tentador cair no chavão: “se continuam a escrever dessa forma, cada vez vão ter piores notas a Português...” Mas nós queremos fugir dos chavões. E queremos dar aqui a oportunidade aos adolescentes (e não só?) de manifestarem a sua opinião sobre este suposto problema. Afinal, estão ou não a ter mais dificuldades em escrever correctamente?

14 fevereiro 2007

Tem tudo a ver, mas não tem nada a haver!

Muita gente confunde as expressões “ter a ver” e “ter a haver”, que têm significados muito diversos.

Quanto à primeira, tem-se generalizado em detrimento de “ter que ver”, que é mais antiga (e considerada mais correcta, até porque o uso da preposição a parece resultar da influência da língua francesa) e significa “estar relacionado”.

A segunda só deve usar-se quando quem “tem a haver” tem para receber ou recuperar algo (dinheiro, em muitos casos). Por exemplo: "tenho a haver cinco euros."

Assim, não devemos dizer nem escrever frases como “isso não tem nada a haver com o assunto”, muito menos “isso não tem nada haver com o assunto”.

Para mais esclarecimentos sobre estas expressões, consultem as diversas respostas que o Ciberdúvidas tem dado a perguntas dos leitores sobre o assunto.

13 fevereiro 2007

Afinal, o que é "XPTO"?

O termo "XPTO", que anda na boca de muita gente (sobretudo gente nova, mas não só),
significa, como quem o usa sabe muito bem, qualquer coisa como "topo de gama", "de última geração", "muito moderno e sofisticado".
Contudo, pertence àquele enorme grupo de palavras e expressões que não se sabe muito bem de onde vieram nem o que significavam originalmente. Empregamo-lo como adjectivo invariável quanto a género e número ("um computador todo XPTO", "uma carrinha XPTO"), mas não sabemos se aquele conjunto de letras constitui uma sigla, ou seja, se cada uma é a inicial de uma palavra, como acontece com as designações dos tipos de motores de carros (TDI - Turbo Diesel Injection), nem mesmo se esse adjectivo existe, enquanto tal, nos dicionários de língua portuguesa...


Não percam os comentários a este artigo, que em muito o enriquecem!

12 fevereiro 2007

As "rúbricas" não existem!

Bom... existem, mas apenas na cabeça de muita gente. Nos dicionários de Língua Portuguesa, aquilo que as pessoas pronunciam como palavra esdrúxula, que escrevem com acento agudo no u e que julgam significar "assinatura", de facto, NÃO EXISTE.
O que existe é a palavra grave rubrica, que tem esse e outros significados.
Não acreditam? Vejam com os vossos próprios olhos! E não se esqueçam de dizer sempre rubrica (mas preparem-se para serem corrigidos por muito boa gente...!)

Bem-vindos!



Fica assim inaugurado este nosso blogue sobre Língua Portuguesa, com o qual pretendemos contribuir para desenvolver em todos - alunos e não só, adultos e não só - o gosto pelo nosso idioma. Sejam bem-vindos e voltem sempre!